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Mulher emagrece 40 kg e agora ajuda outras pessoas

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Antes e depois da jovem Ana Carolina Moraes, de 20 anos (Foto: (Foto: Arquivo Pessoal / Ana Carolina Moraes))Antes e depois da jovem Ana Carolina Moraes, de 20 anos (Foto: Arquivo pessoal/Ana Carolina Moraes)

Após várias tentativas frustradas de emagrecer com dietas radicais, uma estudante de Santos, no litoral de São Paulo, decidiu adotar medidas simples, mas saudáveis, e conseguiu perder mais de 40 quilos em apenas 2 meses e meio. Ana Carolina Moraes, de 20 anos, conviveu durante toda a adolescência com problemas de obesidade, mas, após adotar a cultura chinesa, por meio de uma alimentação natural e acupuntura para combater a ansiedade, emagreceu definitivamente e ficou “irreconhecível” até para os amigos.

Segundo Ana Carolina, o problema com a balança começou aos 12 anos. “Eu sempre fui muito magrinha. Aos 12 anos, porém, comecei a engordar demais. Foi algo que eu não conseguia controlar, e cheguei a pesar 93 kg. Eu era bem resolvida com a questão do peso, mas comecei a ficar preocupada. Me submeti a tratamentos mais radicais, que não serviam para nada, pois eu engordava e emagrecia. Não conseguia manter o peso. Depois disso, resolvi mudar meus hábitos”, diz.

Jovem sofreu com obesidade, mas perdeu 40 kg após tratamento (Foto: Arquivo Pessoal/ Ana Carolina Moraes)Estudante fez tratamento com dieta e acupuntura
(Foto: Arquivo pessoal/Ana Carolina Moraes)

A jovem conta que, aos 17 anos, passou a fazer sessões de acupuntura, que, somadas a uma dieta especial, foram as responsáveis pelo resultado final.

“Fiz isso durante 10 semanas e cheguei a pesar 53 kg. A minha preocupação era mais pela questão da saúde, pois não lembro de ter sofrido bullying na escola. Por isso, fiz uma reeducação alimentar, baseada na medicina chinesa. Uma vez por semana, eu também fazia acupuntura”, revela.

Para Ana Carolina, após a perda de peso, os exercícios físicos se tornaram fundamentais para manter a forma. “Eu não podia treinar, porque dava fome. Fiz academia durante um ano, junto com a dieta. A professora do balé implicava comigo por causa disso. Nessa época, eu fazia balé, que era algo que eu praticava desde pequena e fiz até os 18 anos. Depois que eu emagreci para valer, voltei a fazer academia e, desde então, não parei mais”, destaca.

Jovem sofreu com obesidade, mas perdeu 40 kg após tratamento (Foto: Arquivo Pessoal/ Ana Carolina Moraes)Jovem mantém a forma com academia
(Foto: Arquivo pessoal/Ana Carolina Moraes)

Na opinião da estudante, é muito difícil conciliar a dieta com a atividade física durante o processo de emagrecimento. “Quando você emagrece radicalmente e ainda não está acostumada com seu novo peso, também não está preparada para comer umas folhas de alface e se sentir satisfeita. A reeducação alimentar diz o seguinte: você não pode ser radical e fazer uma dieta com uma atividade física intensa se você não está acostumada”, ressalta.

Após perder peso, Ana Carolina lembra que passou a se sentir mais confortável com sua imagem e com uma melhor qualidade de vida.

“Antes, eu ia a qualquer loja e era difícil encontrar uma roupa que ficasse legal. Algumas vezes, as roupas que ficavam melhores não eram muito próprias para a minha idade, não ficavam boas. Nada contra, mas sei que não é fácil você ser jovem, querer uma roupa que te faça se sentir bem e não ter o que usar. Além dessa parte, você nota que se sente mais disposta. É importante manter o foco. Eu ganhei mais 3 kg e estou pesando 56 kg, mas esse acréscimo faz parte da chamada massa magra. Queimei gordura e fortaleci os músculos. Até porque a questão não é ser magra, é ser saudável”, explica.

Além do aspecto visual, a autoestima da estudante também melhorou com o emagrecimento. A jovem lembra que o comportamento de algumas pessoas em relação a ela mudou depois que o período de obesidade ficou para trás.

“Toda mulher se preocupa com a aparência, mas eu sempre fui ‘maria-moleque’. Como eu disse, nunca sofri bullying, mas a discriminação acaba acontecendo. Por exemplo, as pessoas com quem eu tive contato na época do ensino médio não falavam comigo direito e me chamavam de “nerd”. Mas hoje isso mudou. Algumas dessas pessoas vêm me cumprimentar e puxar conversa quando me encontram na balada ou em um bar. Infelizmente, é algo normal, não tenho problemas com isso. Mas é engraçado que as ‘gostosonas’ da época do colégio hoje estão obesas”, diz

Fonte: G1

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