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Por que a gente sempre acha que o celular vibrou, quando não era nada? Descubra!

Por que a gente sempre acha que o celular vibrou, quando não era nada? Descubra!

Sem tempo, irmão

  • Aquela falsa sensação do celular vibrando tem nome: síndrome da vibração fantasma
  • Você não está sozinho, pesquisas revelam que a maioria das pessoas sente isso
  • Não é uma doença, mas uma consequência de um hábito adquirido pelo nosso cérebro
  • Mesmo assim, vale ficar de olho se isso não é gatilho para ansiedade

Ele pode estar na bolsa, na calça jeans ou sobre a mesa, não importa; vez ou outra, a gente tem aquela sensação de que o celular está vibrando. Aí você para, checa o aparelho e nada: nenhuma ligação, nenhuma nova mensagem. Isso é o que os especialistas chamam de síndrome da vibração fantasma. Ela foi descrita pela primeira vez em um artigo publicado no jornal norte-americano New Pittsburgh Courier, em 2003. De lá para cá, cientistas de vários lugares do mundo investigaram a condição e, mais recentemente, pesquisadores das universidades de Indiana e Purdue (EUA) descobriram que estudantes universitários estão mais propensos a sentir os efeitos da síndrome. De 290 pessoas ouvidas, 258 disseram sentir isso pelo menos uma vez em 15 dias.

Devo me preocupar? A boa notícia é que, em geral, não há motivos para se preocupar. “É uma sensação apenas, não é uma doença. Você tem a impressão de que o aparelho está tocando, porque isso fazer parte do seu cotidiano, está mais ligado a um hábito”, diz a psicóloga Anna Lucia King, professora da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e uma das fundadoras do Instituto Delete, que trata pessoas com dependência tecnológica. Como estamos conectados o tempo todo, o nosso cérebro aprende que o aparelho pode tocar a qualquer momento, então fica na expectativa. Vez ou outra, essa memória é acionada sem que você perceba, e por isso parece ser uma sensação tão real. “É a mesma coisa quando você fica pensando muito em uma comida, por exemplo. Se você fecha os olhos, acaba sentindo o cheiro, o gosto daquilo; ou quando pensa em um limão azedo e já começa a salivar”, explica Fábio Aurélio Leite, psiquiatra do Hospital Santa Lúcia e membro da Sociedade Brasileira de Psiquiatria:

Isso acontece porque existe um condicionamento do cérebro Então, apesar de ser algo estranho, você não está ficando louco. Seu cérebro foi treinado para ficar em alerta e, algumas vezes, reage “do nada”. Essa mensagem enviada pelo cérebro costuma ser rápida, exatamente porque não é verdadeira –por isso a vibração ou o toque fantasmas não são percebidos por muito tempo.

Mas, fique esperto… O problema, dizem os especialistas, não é sentir o aparelho tocando. Isso é comum, já que estamos cada vez mais condicionados às suas notificações. O sinal de alerta deve se acender quando a vibração fantasma acontece várias vezes ao dia e serve de gatilho para aumentar a ansiedade, diz o médico: O celular gera em nós uma grande expectativa e nos deixa em um estado de alerta permanente, o que é extremamente cansativo e desconcentra.

Em algum nível, isso significa que as tecnologias alteram a nossa percepção do mundo. Por um lado, fazem com que a gente fique extremamente sensível a barulhos e vibrações que vêm do aparelho. E, do outro, acabamos nos desconectado do que acontece na vida real. É como se o volume de uma conversa fosse reduzido toda vez você pega o aparelho para checar uma notificação. O mesmo acontece com os olhos, que perdem o foco nos movimentos ao seu redor. O problema é que esses segundos de distração fazem com que o retorno mundo real não seja automático. Ah, e você também não sai ileso.

Um estudo realizado por pesquisadoras da Universidade da Califórnia (EUA) e de Humboldt (Alemanha) mostrou que interromper um trabalho faz aumentar o nível de estresse e de frustração, além de fazer você sentir mais pressão e esforço para retomar as atividades. “Por isso, é tão importante tirar um tempo sem o aparelho para se conectar de verdade às situações reais. Essa é uma forma de limpar o cérebro do estímulo e de prevenir a vibração fantasma”, indica o psiquiatra.

Fonte, direito e reprodução – Uol

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